quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

02. A EDUCAÇÃO SEXUAL.

PESQUISADO E POSTADO, PELO PROF. FÁBIO MOTTA (ÁRBITRO DE XADREZ).

REFERÊNCIA:
http://clubedasaude.no.sapo.pt/a_educacao_sexual.htm

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A EDUCAÇÃO SEXUAL.

Nos últimos anos a temática da Educação Sexual nas escolas tem sido objecto de medidas legislativas e políticas específicas - a Lei 3/84 “Direito à Educação Sexual e ao Planeamento Familiar” - ou integradas em instrumentos legislativos e operacionais da política educativa, nomeadamente a Lei de Bases do Sistema Educativo (Lei 46/86 de 14 de Outubro).

No entanto, o momento a partir do qual se pode ou deve começar a fazer Educação Sexual e como fazer Educação Sexual nas escolas, é uma dúvida que surge com frequência.

Educar é um processo que tem início com o nascimento, e portanto a Educação Sexual deve ser integrada nas escolas desde esse momento e em comunhão com a educação dada pelos Pais / Encarregados de Educação.

Assim sendo, torna-se necessário definir claramente os objectivos da Educação Sexual, aferir e aumentar os conhecimentos sobre a sexualidade, preparar um programa e treinar as capacidades pedagógicas dos docentes, nomeadamente as de saber ouvir de fomentar a participação e o debate entre várias posições (FRADE, 1999).

Para se traçar os objectivos e criar um programa de Educação Sexual, tem-se que recorrer ao conceito de Sexualidade.

Muitos dos receios em torno da Educação Sexual, devem-se à ideia redutora do conceito de Sexualidade. Pois, a Sexualidade para a maior parte das pessoas, resume-se ao sexo e ao sistema reprodutor. É verdade que a reprodução é uma componente indispensável nos programas de Educação Sexual, mas a Sexualidade é muito mais abrangente. A Sexualidade “é uma força viva no indivíduo, um meio de expressão dos afectos, uma maneira de cada pessoa se descobrir e descobrir os outros.” (MOITA, APF).

A Organização Mundial definiu-a como “uma energia que nos motiva a procurar o amor, contacto, ternura, intimidade, que se integra no modo como nos sentimos, movemos, tocamos e somos tocados; é ser sensual e ao mesmo tempo sexual, ela influencia pensamentos, sentimentos, acções e interacções com os outros e, por isso, influencia também a nossa saúde física e mental.”

Em suma, a Sexualidade engloba a:

- Identidade sexual (masculino/feminino);

- Os afectos e a auto-estima, isto é, os nossos sentimentos em relação a nós próprios e em relação aos outros, em ralação a todas as mudanças do nosso corpo, etc.;

- Todas as alterações físicas e psicológicas ao longo da nossa vida;

- Conhecimento da anatomo-fisiologia do sexo feminino e masculino;

- Higiene na puberdade;

- A gravidez, o parto, a maternidade e a paternidade;

- Os métodos contraceptivos;

- As doenças sexualmente transmissíveis.



Deste modo, estão apresentados os diversos domínios que podem integrar um programa de Educação Sexual e que podem ser trabalhados com os alunos desde o ensino Pré-Escolar ao ensino Secundário. No âmbito do 2º e 3º ciclos do ensino Básico, os espaços por excelência onde se pode trabalhar a Educação Sexual com os alunos é nas áreas não disciplinares de Formação Cívica, de Área de Projecto e da Área-escola. Foi, exactamente, no âmbito da Área-escola e do Clube da Saúde que a turma do 8º C elaborou esta página.

Os programas de Educação Sexual a desenvolver numa escola deve ser adaptado à faixa etária dos alunos, sendo muito importante começar por trabalhar a auto-estima e as relações de afectividade dos alunos. Para tal, existem actividades propostas, por exemplo, pela APF - Associação para o Planeamento da Família, e jogos muito interessantes, por exemplo, os “jogos dos afectos” da Graça Gonçalves (consultar bibliografia/contactos) destinados a alunos desde o ensino Pré-escolar até ao ensino Secundário.

Entre os muitos objectivos da educação Sexual no domínio dos conhecimentos, sentimentos, atitudes e capacidades individuais, salientando alguns que justificam a necessidade de implementar a Educação Sexual nas escolas (consultar “Educação Sexual em Meio Escolar - Linhas Orientadoras”, documento subscrito pelos Ministérios da Educação e da Saúde e pela APF):

Contribuir para a aceitação positiva e confortável do corpo sexuado, do prazer e da afectividade nas expressões e comportamentos sexuais nas várias fases de desenvolvimento;

Expressar os sentimentos e afectos;

Adquirir conhecimentos sobre as várias dimensões da sexualidade;

Desenvolver a capacidade de tomar decisões e de recusar comportamentos não desejados;

Desenvolver uma atitude de aceitação e não discriminatória face às expressões e orientações sexuais dos(as) outros(as);

Desenvolver uma atitude preventiva em matéria de Saúde, nos aspectos relacionados com a sexualidade e a reprodução, etc..

A elaboração desta página por parte dos alunos do 8º C teve duas finalidades principais: por um lado atingir alguns dos objectivos acima indicados, por outro proporcionar algum material pedagógico que auxilie colegas e docentes na dinâmica da Educação Sexual.

A Coordenadora do PPES,

O Director de Turma do 8ºC,

Sara Gabriela Barros Gomes de Oliveira
José Ângelo Sacras.

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